SOCIOBIO

O coordenador do Projeto Sociobio Amazônia, professor Alex Pizzio, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), foi destaque em uma entrevista publicada pela Universidade Andina Simón Bolívar (Uasb), uma das mais importantes instituições de ensino superior da América Latina. A reportagem evidencia a relevância internacional das pesquisas desenvolvidas pelo projeto e reforça o protagonismo da pesquisa na construção de soluções para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Na entrevista concedida ao boletim institucional da Uasb, Pizzio defende que os desafios enfrentados pela Amazônia exigem uma visão integrada entre os países que compartilham o bioma. Segundo o pesquisador, é latente a necessidade de discutir a governança da Amazônia de uma maneira mais ampla do que os limites das fronteiras, destacando que questões ambientais, sociais, econômicas e culturais ultrapassam as divisões territoriais e demandam cooperação internacional.

A publicação ressalta que o Sociobio Amazônia busca compreender e fortalecer cadeias produtivas da sociobiodiversidade por meio da pesquisa científica e da valorização dos conhecimentos tradicionais. O projeto reúne pesquisadores do Brasil, Equador e Estados Unidos em torno de experiências desenvolvidas com comunidades amazônicas, promovendo intercâmbio científico e a construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Para Alex Pizzio, a Amazônia deve ser compreendida como um território vivo, formado por pessoas, culturas, conhecimentos e modos de vida que precisam estar no centro das decisões sobre seu futuro. Essa perspectiva orienta as ações do projeto, que investiga cadeias produtivas como o capim dourado, o babaçu, o pirarucu e a guayusa, sempre considerando o protagonismo das comunidades tradicionais e a conservação da biodiversidade.

O reconhecimento internacional fortalece a atuação do Projeto Sociobio Amazônia, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e amplia a visibilidade das pesquisas coordenadas pela UFT. A parceria entre instituições brasileiras e equatorianas tem contribuído para consolidar uma rede internacional de pesquisa dedicada à governança da Amazônia, à valorização dos saberes locais e à promoção de modelos de desenvolvimento que conciliem conservação ambiental, inclusão social e geração de renda.

A entrevista publicada pela Universidade Andina Simón Bolívar pode ser acessada por meio do endereço eletrônico bit.ly/43Zrts7 e também no canal do YouTube da Universidade Andina Simón Bolívar (Uasb).

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