O artesanato em capim dourado, símbolo cultural do Jalapão, no Tocantins, está no centro de uma relevante iniciativa que busca garantir proteção jurídica, valorização econômica e fortalecimento das comunidades tradicionais que mantêm viva essa prática secular. Trata-se da Indicação Geográfica (IG), criada em 2011 como selo de reconhecimento e exclusividade, que surge como um instrumento estratégico, embora ainda não tenha sido efetivamente implementada devido a entraves jurídicos e institucionais.
Com a participação ativa de pesquisadores da Universidade Federal do Tocantins (UFT) em articulação com parceiros nacionais e internacionais, dentro do Projeto Sociobio Amazônia, uma nova etapa se inicia com o suporte técnico para que as próprias comunidades possam superar a burocracia e assumir o protagonismo na gestão de sua produção.
No centro desse processo está a Associação dos Artesãos em Capim Dourado da Região do Jalapão (Areja), considerada o pilar jurídico da Indicação Geográfica. “Sem a associação ativa e regularizada, o selo não pode ser concedido às peças, o que abre espaço para falsificações e exploração indevida do nome “Jalapão” por produtores externos”, analisa a pesquisadora Aline Marinho Bailão Iglesias e juíza da comarca de Novo Acordo, situada na região do Jalapão.
